A Alegoria da Caverna ( Platão - Réplubica, VII,514-516, em forma abreviada )
Sócrates - Imagine seres humanos em uma morada subterrânea, cavernosa, com uma entrada voltada para cima. Desde crianças, eles estão presos nesta caverna com cadeias nas costas e pescoços; eles permanecem, portanto, sempre no mesmo lugar e olham apenas para sua frente, pois através das cadeias eles são impedidos e girar a cabeça. Porém de cima, de longe, brilha atrás deles a luz de um fogo. Entretando, entre os presos e o fogo corre, acima, um caminho ao longo do qual é edificado um baixo muro semelhante á barreira que os apresentadores de teatro de obras de arte. Ao longo desse muro, seres humanos passam trazendo toda sorte de objetos que ultrapassam as alturas do muro, estátuas de seres humanos e de outros seres vivos dos mais diversos tipos feitas de pedra e madeira.
Glauco - Uma imagem estranha, esta que você está a expor, e estranhos prisioneiros.
Sócrates - Eles se parecem conosco. Para começar , tais prisioneiros podem haver visto de si mesmos e dos outros algo além da sombras que são lançadas pelo fogo à parede da caverna que está perante eles?
Glauco - Como seria possível isto, se eles ao longo de toda sua vida têm de manter o pescoço imóvel ?
Sócrates - Esses prisioneiros, portanto, não tomariam por verdadeiro nada mesmo além das sombras dos objetos artificiais.
Glauco - Necessariamente.
Sócrates - Se,pois, um deles for libertado das cadeias e forçado a levantar-se de repente, virar o pescoço, pô-se em movimento e olhar para a luz e só pudesse e só pudesse executar tudo isto com dores e, obcecado pelo brilho, não estivesse em condição de reconhecer aquelas coisas cujas sombras ele antes via, o que crês que ele diria se agente lhe assegurasse que antes apenas havia visto nulidades? Nâo crês que ele jamais saberia e acreditaria que o antes contemplado fosse mais real que aquilo que lhe é agora mostrado?
Glauco - Com certeza.
Sócrates - Se,então, nós o arrancássemos de lá violentamente através da subida acidentada e íngreme e não repousássemos antes de havê-lo trazido a luz, não iria ele se ressentir da violência e resistir a isso? E quando viesse a luz, então ele, totalmente obcecado pelo brilho, seria capaz de reconhecer qualquer coisa de tudo aquilo que agora lhe é apresentado como verdadeiro?
Glauco - Não, pelo menos naquele momento.
Sócrates - Portanto, ele somente iria de se acostumar a isto quando conseguisse contemplar as coisas lá de cima. Inicialmente ele iria reconhecer com mais facilidade as sombras ; depois, os próprios objetos; consequentemente, ele iria primeiramente contemplar à noite os fenômenos no céu e o próprio céu e a luz das estrelas e da lua. Isto lhe será mais fácil o que se ele, de dia, devesse encarar o sol e a luz do sol.Finalmente, então,penso eu, ele estaria em condição de contemplar o próprio sol em toda a realidade e propriedade (tradução para o alemão de O.Apelt, com modificações do autor , A.A.).
Comentário pessoal:
Em meu ponto de vista ao análisar o texto ácima, vejo que todos nós seres humanos estamos muitas vezes trancados em cavernas de egoísmo, preconceitos, e outras coisas mais que não nos traz o mínimo de conhecimento e crescimento na vida. Devemos sempre estar abertos a novos conhecimentos, a descobrimos outras culturas, outros povos e por conseguinte aprender a respeitar da mesma forma que desejamos sermos respeitados.
O conhecimento jamais acaba, ao contrário ele evolui cada dia mais e mais, essa luz citada no texto é o conhecimento que devemos estar sempre em busca, devemos cada dia mais e mais buscar aprender mais, saber mais, e com isso estarmos evoluindo mais mais.
Que o texto tenha sido útil para todos que o lerem e lembrem-se : cada um tem um olhar crítico diferente, portanto, ao ler o mesmo procure analisar e tirar dele suas prórpias conclusões.
Iara Sobreira da Silva
Abril de 2011
Nenhum comentário:
Postar um comentário